quinta-feira, 15 de abril de 2010
As fases do sexo....cont...
Aos 20, aos 30 e aos 40 anos, muita coisa pode mudar na cama...
Quando a mulher entra nos enta, conhece a chamada "idade da loba". Significa que ela não cai matando como a de 20, nem está mais pensando em mamadeiras, como a de 30. "Estou no ápice da minha vida sexual", garante a fisioterapeuta Laura, 41 anos, e um filho de 12. "Eu e meu marido temos muita intimidade sexual e mantivemos o romantismo a longo de todos esses anos. Por exemplo, às sextas, saímos pra jantar só nós dois", conta, insinuando que a noite é sempre longa.
Teste: Qual o seu apelo sexual?
Para Glene, a mulher de 40 anos está mais madura sexualmente. "Ela é experiente, conhece o próprio corpo e está apta a ter uma vida sexual muito boa", afirma a sexóloga, lembrando que a mulher é mais exigente aos 40. "Ela sabe dar prazer ao parceiro e também quer qualidade em troca", adverte.
Mas nem tudo são flores... "Entre 45 e 50 anos, a mulher pode entrar na menopausa e observar diminuição do desejo e da lubrificação", afirma a sexóloga, sugerindo que o gel lubrificante vire parte integrante do ato sexual.
Glene lembra que cada relação é uma relação e que boa parte da qualidade sexual está nas mãos dos homens: "Se ele é dedicado e se mostra preocupado em estimular sua parceira, não há mulher que não funcione", afirma, ressaltando que o sexo tende a melhorar com o passar dos anos. "É um aprendizado que vem com a idade. À medida que os anos passam, a qualidade do sexo aumenta, mas a quantidade pode diminuir", resume.
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As fases do sexo
As fases do sexo
por Rosana F.Aos 20, aos 30 e aos 40 anos, muita coisa pode mudar na cama...
Lembra-se de como você era dez anos atrás? Além do corte de cabelo, seus interesses eram diferentes, seu corpo era possivelmente mais rígido e sua cabeça certamente não era a mesma de hoje. Depois de dez anos, é claro que a cama também mudou - e não estamos falando do colchão, mas do seu desejo, do seu desempenho e do seu gozo.
Algumas coisas continuam iguais - como aquela pinta no ombro direito ou a vontade de ganhar uma lingerie vermelha de presente de aniversário - mas outras acabam mudando quando se tem 20, 30 ou 40 anos de idade. Como vai ser o sexo daqui a dez anos?
Teste: Sexo frio, morno ou quente?
Aos 20
Aos 20 anos, quanta animação! As mulheres jovens fazem preliminares de duas horas, transam pelas escadas do prédio e depois contam tudo para as amigas. É assim com Adriana*, de 22 anos, que tem um namorado há quatro meses, com quem jura que vai ficar pelo resto da vida. "Ele é o segundo cara com quem transei. É bonito, carinhoso e nos damos muito bem", diz, comedida - os detalhes ela deixa para as amigas íntimas. "Eu e meu namorado fazemos coisas que antes eu achava que só as prostitutas faziam. Mas ele me mostrou que é natural. E muito gostoso", conta a estudante.
“É um aprendizado que vem com a idade. À medida que os anos passam, a qualidade do sexo aumenta, mas a quantidade pode diminuir”
A sexóloga Glene Faria explica que aos 20 anos tudo é uma grande novidade. "A mulher ainda está aprendendo e pode ter dificuldade de atingir o orgasmo", afirma, lembrando que a experiência vem com o tempo e o sexo vai ficando cada vez melhor.
Aos 30
A balzaquiana tem mais estrada. Não quer transar apenas com o homem que julga ser sua "cara-metade", topa sexo casual e diz saber aproveitar bem os momentos debaixo dos lençóis. Júlia*, 30 anos, está solteira, tem um vibrador e afirma gostar muito de sexo. "Estou mais segura atualmente e não fico pensando se estou bonita, ou se ele está vendo minhas celulites, como quando eu era uma garotinha", diz. Sua irmã de 33 anos, Tatiana, vê os dois lados da idade: "Estou casada há alguns anos e acho que transo menos hoje do que aos 20. Em compensação, considero minhas transas mais intensas e, em breve, pretendo ter um bebê", revela.
Glene Faria afirma que é comum haver uma diminuição do desejo aos 30 anos. "É comum que a mulher comece a se lubrificar no meio da relação, uma vez que o homem pára de investir nas preliminares", explica a sexóloga, sublinhando que o casal não pode parar de priorizar a sexualidade. "Depois de três anos de relacionamento, vem a primeira crise, pois termina a paixão e vem a rotina", alerta.
A química da paixão
A química da paixão
Entenda o que ocorre no seu corpo quando você está apaixonadaATENÇÃO: ESTE CONTEÚDO POSSUI TEOR SEXUAL E É IMPRÓPRIO PARA MENORES DE 18 ANOS.
Romeu e Julieta, Prestes e Olga, Tristão e Isolda. Quem pensa que os acessos de paixonite são reservados às mocinhas da Renascença e às páginas dos romances se engana. As histórias proliferam-se nos dias de hoje e estão aí para mostrar do que o ser humano é capaz quando está com a "química alterada". Quando o coração fala mais alto, a razão vai para o beleléu. Mas a paixão não é um sentimento restrito ao coração: as maiores revoluções acontecem mesmo em nossos cérebros.
Qual o seu apelo sexual? Faça o teste!
Paixonite aguda
Você passa o dia inteiro sorrindo à toa, com o olhar perdido. Sua conta bancária pode estar no vermelho e lá fora estar caindo o maior toró que seu humor não muda. Só de pensar nele dá um frio na espinha, uma sensação de aconchego. Afinal, você sabe que ao chegar em casa ele estará lindo e cheiroso te esperando com beijos e amassos. Não confunda: esse sentimento de que o mundo pode entrar em guerra e você nem se abala não é amor. Se sua cabeça está nas nuvens, você conta as horas para vê-lo, você foi fisgada pela paixão.
“A feniletilamina, um dos mais simples neurotransmissores, é conhecida há cerca de cem anos pelos cientistas, mas só recentemente foi associada à paixão”
A paixão desmedida não é apenas um sentimento intenso pelo outro. Ativada por inúmeros mecanismos cerebrais, é responsável por excessos, euforia e até crimes. A bióloga Ana Luisa Miranda-Vilela, estudiosa das pesquisas relacionadas à paixonite e suas causas, acredita que seus principais desencadeadores sejam fisiológicos. "Existem pesquisas que mostram o funcionamento do cérebro de pessoas apaixonadas. Ao mostrar a apaixonados fotos da pessoa amada, neurocientistas detectaram por meio de ressonância magnética uma hiperatividade em áreas associadas à recompensa e ao prazer. Estas áreas são as mesmas envolvidas com a dependência de drogas psicotrópicas", conta.
Nosso sistema de recompensas, quando estimulado, produz uma sensação de bem-estar aumentando o desejo de repetir tais sensações. Este sistema parece ser a estrutura central no desenvolvimento de dependências, seja em relação a drogas ou a exemplares do sexo oposto.
Neurotransmissores
Em meio a reações químicas, substâncias responsáveis por uma série de sensações arrebatadoras nos deixam, literalmente, ardendo de paixão. Por exemplo, os neurotransmissores cumprem uma função indispensável na ativação do impulso sexual, transformando beijos e carícias em lubrificação vaginal e ereção peniana. "A feniletilamina, um dos mais simples neurotransmissores, é conhecida há cerca de cem anos pelos cientistas, mas só recentemente foi associada à paixão. Molécula natural semelhante à anfetamina, suspeita-se que sua produção no cérebro possa ser desencadeada por eventos tão simples como uma troca de olhares ou um aperto de mãos", descreve Miranda-Vilela.
A descoberta foi realizada pelos médicos norte-americanos Donald F. Klein e Michael Lebowitz a partir da sugestão de que o cérebro de uma pessoa apaixonada continha grandes quantidades do neurotransmissor. Não poderiam estar mais certos.
Mas essa palavrinha complicada não é a única responsável pelo descontrole emocional que todas nós já vivemos um dia. Os sentidos dão uma grande ajuda no processo e deixam o amor à flor da pele. Tudo começa com a visão, a mais importante fonte de estimulação sexual. "A forma de mover-se, um olhar, um gesto ou até mesmo a forma de vestir-se são estímulos mais fortes do que a contemplação pura e simples de um corpo nu", acredita Ana Luisa.
Coisa de pele
Coisa de pele
por Rosana F.
Explicamos o inexplicável: o que é a famosa química?Química. Se olhar no dicionário, não tem - pelo menos no sentido que estamos falando. A maior parte das pessoas se atrapalha ao tentar explicar o que é, mas, felizmente, já sentiu a tal da química estando na presença de alguém especial. Os sintomas mais frequentes são taquicardia, arrepio dos pelos do braço, suor, mãos geladas. É o anúncio de que o beijo vai encaixar - depois braços, pernas e o corpo inteiro debaixo dos lençóis. Entenda como funciona esse negócio de química.
Para começo de conversa, falamos com o psicólogo e sexólogo Job dos Reis. Ele explicou que nós, seres humanos, carregamos nos genes informações ligadas a comportamentos primitivos essenciais à preservação e melhoria de nossa espécie. "Isso explica nosso comportamento em situações quando apenas visualizamos uma pessoa e já sentimos um forte desejo, sem ter trocado sequer uma palavra com ela", afirma Job, sinalizando que nesse momento entram em ação os feromônios. "A palavra ‘feromônio' vem das palavras gregas ‘phéro e ‘hormôn', que juntas significam ‘trazer excitação'", explica o sexólogo.
“Na fase da atração ou da paixão romântica perdemos a capacidade de pensar racionalmente”
Contudo, ter uma química boa não é determinante para começar ou terminar um relacionamento. "Como seres racionais (pensantes) não somos guiados apenas por instintos. Em algum lugar do nosso subconsciente existe um modelo de parceiro ideal para o amor", pondera. Job ressalta que feromônios, aparência física e a idéia do que buscamos em um parceiro, aliados aos hormônios testosterona e estrogênio, são fatores importantes para definir nossos desejos: "São estas substâncias químicas que criam o desejo de experimentar o ‘amor'".
Segundo Job, na fase da atração ou da paixão romântica perdemos a capacidade de pensar racionalmente. "Não somos capazes de enxergar os defeitos do outro, o idealizamos e sentimos frio na barriga e aceleramento do ritmo cardíaco. Tudo isso faz parte da nossa bioquímica, ou seja, da dopamina, norepinefrina e feniletilamina", define o sexólogo.
Entenda:
- Dopamina - Considerada o "elemento químico do prazer", produz a sensação de felicidade. - Norepinefrina - Semelhante à adrenalina, provoca aceleração dos batimentos cardíacos coração e excitação.
Juntas, as duas substâncias provocam, entre outras coisas, hiperatividade e falta de sono. "Isso explica porque as pessoas ficam tão focadas no relacionamento e deixam de lado todo o resto", exemplifica Job.
Quando a temperatura aumenta, chega a hora do sexo. "As substâncias importantes nesta fase são a oxitocina, a vasopressina e a endorfina, que são liberadas quando fazemos sexo", explica Job.
Entenda:
- Oxitocina - Hormônio que está associado à habilidade de manter relacionamentos interpessoais e laços psicológicos saudáveis com outros indivíduos. "Ao ser eliminada durante o orgasmo, ela começa a criar um laço emocional: quanto mais sexo, mais forte o laço", explica Job.
- Vasopressina - Hormônio antidiurético, é outra substância associada à formação de relacionamentos duradouros e monogâmicos.
- Endorfina - Garante a sensação de bem estar e segurança
Tais hormônios fazem com que o relacionamento dê mais um passo: você começa a enxergar os defeitos do outro - droga! "Você fica se perguntando por que ele mudou. Na verdade, ele provavelmente não mudou nada: é você que agora consegue enxergá-lo racionalmente, sem o filtro dos hormônios do amor cego e apaixonado", ensina Job, sublinhando que, nessa fase, ou a relação se consolidou ou simplesmente termina.
Besame mucho por Mônica Vitória 2
Beijar é uma delícia, mas antes é preciso algumas dicas e cuidados!
É verdade que o beijo, quando dado com vontade, é muito gostoso e faz muito bem. Contudo é bom ficar alerta para as conseqüências negativas que ele pode provocar. Por trás do romantismo, o beijo na boca continua sendo uma troca de fluídos corporais. Prepare-se para ficar com "nojinho": cada gota de saliva possui mais de um bilhão de bactérias e, durante um beijo, até mais de 250 tipos diferentes podem ser passados de uma boca para outra. A fixação dessas bactérias não é tão simples, mas ainda assim essa troca de substâncias pode oferecer riscos.
De acordo com o infectologista Paulo Olzon, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM), algumas doenças podem ser adquiridas por via oral. "É possível encontrar, na boca, uma série de agentes infecciosos que põem a saúde em risco. As doenças respiratórias e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são exemplos de infecções que podem ser contraídas pelo beijo", esclarece Olzon, citando, ainda, a herpes, a hepatite, a gengivite, o citomegalovírus e a meningite.
Xiiii!
Paulo Olzon chama a atenção para a mononucleose, conhecida como "a doença do beijo", por ser facilmente transmitida através do contato com a saliva. "A mononucleose infecciosa é uma doença benigna, que não leva à morte, mas pode provocar muito mal-estar e transtornos no dia a dia. O vírus entra por via oral e causa febre alta por muitos dias, inflamação nos gânglios do pescoço e até o comprometimento do fígado e do baço", adverte o médico. A doença, porém, confere imunidade permanente e raramente apresenta manifestações em uma segunda infecção.
A intenção não é "cortar seu barato" em hipótese alguma. Olzon apenas alerta para a banalização do beijo, que ultimamente se tornou um modismo, como se sair beijando vários desconhecidos em uma noite fosse um comportamento inofensivo. "Muito se fala sobre as DSTs hoje em dia, mas poucos se lembram que muitas dessas doenças, como a sífilis e a gonorréia, não são transmitidas somente através do contato genital. Jovens que beijam 10, 20 bocas de uma vez estão muito mais expostos aos riscos. Valorizar o instinto de autopreservação é fundamental", recomenda o médico. Portanto, beije consciente!
Para beijar muuuito
Se você for atenta o bastante, já percebeu que um beijo nunca é igual ao outro - ainda que com a mesma pessoa. Segundo o terapeuta Sergio Savian, existem muitas formas de beijar e o sucesso do beijo vai depender da sintonia entre o casal e vice-versa. O antiqüíssimo texto do Kama Sutra, por exemplo, ensina mais de 20 formas de beijar e algumas mordidas.
Savian dá uma sugestão para quem ainda está inseguro sobre como usar sua boca da maneira correta: "Comece de forma suave, para sentir bem os lábios do parceiro. Dê pequenos beijos mais secos de início e, aos poucos, vá molhando. Salivar muito logo no começo, se não houver ainda intimidade com a pessoa, é desagradável. Depois você pode tornar o beijo mais intenso, mas sempre tentando o equilíbrio entre as incursões das língua na boca um do outro. Mude o ritmo de vez em quando e explore outro repertório. E se entregue. Sempre existe uma nova maneira de beijar", descreve o terapeuta.
Dicas para melhorar a qualidade do beijo
Para Savian, a criatividade, a entrega, e meditação e a tonicidade dos músculos são fatores que influem bastante no resultado final e que podem melhorar a qualidade do seu beijo. "A gente só aprende a beijar beijando, e quanto mais beijamos, mais a prática se aperfeiçoa. Mas é claro que há outras coisas que podem ajudar nesse desenvolvimento", assegura.
Ansiedade, mau hálito, problemas respiratórios e fonoaudiológicos quase sempre complicam o beijo. "Por isso, é sempre bom trabalhar a respiração, fazer atividades como yoga e cultivar uma boa higiene bucal", complementa o terapeuta. Lembre-se de que fumo, bebida em excesso e má alimentação também contribuem para o mau hálito!
E como se preparar fisicamente para um bom beijo? De acordo com Sergio Savian, relaxando e treinando os músculos que serão usados. "Profissionais que trabalham com a voz, e por isso precisam aprender a respirar adequadamente e exercitar a musculatura da boca, tendem a ter um beijo bom, pois suas bocas têm flexibilidade e tônus", exemplifica. O terapeuta indica alguns dos diversos exercícios que você pode fazer em casa. Anote e pratique:
Sente-se num lugar confortável, com a coluna reta e os braços soltos, e faça os movimentos abaixo.
- Solte bem devagar a cabeça em direção ao ombro direito. Respire nessa posição e vá com a cabeça para o outro lado, em direção ao ombro esquerdo. Depois olhe para o lado direito, por cima do ombro. Respire. Olhe por cima do ombro esquerdo. Respire. Solte a cabeça para a frente, estirando a nuca. Vá com a cabeça para trás, alongando o pescoço. Respire. Gire a cabeça para um lado e depois para o outro. Pronto, você soltou seu pescoço.
- Massageie a face com a ponta dos dedos. Em torno da boca, maxilar, mandíbula, ao redor das orelhas, ao lado do nariz, abaixo dos olhos. Massageie a garganta e o pescoço. Com a palma das mãos massageie o meio do peito. Legal. Solte sempre o ar. Solte a tensão. Talvez você tenha vontade de bocejar, e isso é bom. Assim estará descarregando a tensão.
- Com a boca fechada, sem mostrar os dentes, faça o movimento de esticá-la, como se fosse dar risada, e depois faça biquinho. Respire pelo nariz e continue fazendo esse movimento. Esta é uma das coisas que podem ser feitas para "exercitar" os lábios.
- Projete a língua para fora e para a direita e depois para a esquerda, algumas vezes. Descanse e respire. Agora, língua para fora e para baixo, sobre o lábio inferior, e para cima, tentando tocar o nariz. Para baixo e para cima, várias vezes. Respire sempre.
- "Kung fu da língua": amarre um barbante no cabinho de uma maçã e segure a outra ponta, de modo que a fruta fique suspensa. "Boxeie" a maçã usando apenas a língua, empurrando-a para frente de forma constante.
É verdade que o beijo, quando dado com vontade, é muito gostoso e faz muito bem. Contudo é bom ficar alerta para as conseqüências negativas que ele pode provocar. Por trás do romantismo, o beijo na boca continua sendo uma troca de fluídos corporais. Prepare-se para ficar com "nojinho": cada gota de saliva possui mais de um bilhão de bactérias e, durante um beijo, até mais de 250 tipos diferentes podem ser passados de uma boca para outra. A fixação dessas bactérias não é tão simples, mas ainda assim essa troca de substâncias pode oferecer riscos.
De acordo com o infectologista Paulo Olzon, chefe da disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM), algumas doenças podem ser adquiridas por via oral. "É possível encontrar, na boca, uma série de agentes infecciosos que põem a saúde em risco. As doenças respiratórias e as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são exemplos de infecções que podem ser contraídas pelo beijo", esclarece Olzon, citando, ainda, a herpes, a hepatite, a gengivite, o citomegalovírus e a meningite.
Xiiii!
Paulo Olzon chama a atenção para a mononucleose, conhecida como "a doença do beijo", por ser facilmente transmitida através do contato com a saliva. "A mononucleose infecciosa é uma doença benigna, que não leva à morte, mas pode provocar muito mal-estar e transtornos no dia a dia. O vírus entra por via oral e causa febre alta por muitos dias, inflamação nos gânglios do pescoço e até o comprometimento do fígado e do baço", adverte o médico. A doença, porém, confere imunidade permanente e raramente apresenta manifestações em uma segunda infecção.
A intenção não é "cortar seu barato" em hipótese alguma. Olzon apenas alerta para a banalização do beijo, que ultimamente se tornou um modismo, como se sair beijando vários desconhecidos em uma noite fosse um comportamento inofensivo. "Muito se fala sobre as DSTs hoje em dia, mas poucos se lembram que muitas dessas doenças, como a sífilis e a gonorréia, não são transmitidas somente através do contato genital. Jovens que beijam 10, 20 bocas de uma vez estão muito mais expostos aos riscos. Valorizar o instinto de autopreservação é fundamental", recomenda o médico. Portanto, beije consciente!
“Mude o ritmo de vez em quando e explore outro repertório... E se entregue. Sempre existe uma nova maneira de beijar”
Para beijar muuuito
Se você for atenta o bastante, já percebeu que um beijo nunca é igual ao outro - ainda que com a mesma pessoa. Segundo o terapeuta Sergio Savian, existem muitas formas de beijar e o sucesso do beijo vai depender da sintonia entre o casal e vice-versa. O antiqüíssimo texto do Kama Sutra, por exemplo, ensina mais de 20 formas de beijar e algumas mordidas.
Savian dá uma sugestão para quem ainda está inseguro sobre como usar sua boca da maneira correta: "Comece de forma suave, para sentir bem os lábios do parceiro. Dê pequenos beijos mais secos de início e, aos poucos, vá molhando. Salivar muito logo no começo, se não houver ainda intimidade com a pessoa, é desagradável. Depois você pode tornar o beijo mais intenso, mas sempre tentando o equilíbrio entre as incursões das língua na boca um do outro. Mude o ritmo de vez em quando e explore outro repertório. E se entregue. Sempre existe uma nova maneira de beijar", descreve o terapeuta.
Dicas para melhorar a qualidade do beijo
Para Savian, a criatividade, a entrega, e meditação e a tonicidade dos músculos são fatores que influem bastante no resultado final e que podem melhorar a qualidade do seu beijo. "A gente só aprende a beijar beijando, e quanto mais beijamos, mais a prática se aperfeiçoa. Mas é claro que há outras coisas que podem ajudar nesse desenvolvimento", assegura.
Ansiedade, mau hálito, problemas respiratórios e fonoaudiológicos quase sempre complicam o beijo. "Por isso, é sempre bom trabalhar a respiração, fazer atividades como yoga e cultivar uma boa higiene bucal", complementa o terapeuta. Lembre-se de que fumo, bebida em excesso e má alimentação também contribuem para o mau hálito!
E como se preparar fisicamente para um bom beijo? De acordo com Sergio Savian, relaxando e treinando os músculos que serão usados. "Profissionais que trabalham com a voz, e por isso precisam aprender a respirar adequadamente e exercitar a musculatura da boca, tendem a ter um beijo bom, pois suas bocas têm flexibilidade e tônus", exemplifica. O terapeuta indica alguns dos diversos exercícios que você pode fazer em casa. Anote e pratique:
Sente-se num lugar confortável, com a coluna reta e os braços soltos, e faça os movimentos abaixo.
- Solte bem devagar a cabeça em direção ao ombro direito. Respire nessa posição e vá com a cabeça para o outro lado, em direção ao ombro esquerdo. Depois olhe para o lado direito, por cima do ombro. Respire. Olhe por cima do ombro esquerdo. Respire. Solte a cabeça para a frente, estirando a nuca. Vá com a cabeça para trás, alongando o pescoço. Respire. Gire a cabeça para um lado e depois para o outro. Pronto, você soltou seu pescoço.
- Massageie a face com a ponta dos dedos. Em torno da boca, maxilar, mandíbula, ao redor das orelhas, ao lado do nariz, abaixo dos olhos. Massageie a garganta e o pescoço. Com a palma das mãos massageie o meio do peito. Legal. Solte sempre o ar. Solte a tensão. Talvez você tenha vontade de bocejar, e isso é bom. Assim estará descarregando a tensão.
- Com a boca fechada, sem mostrar os dentes, faça o movimento de esticá-la, como se fosse dar risada, e depois faça biquinho. Respire pelo nariz e continue fazendo esse movimento. Esta é uma das coisas que podem ser feitas para "exercitar" os lábios.
- Projete a língua para fora e para a direita e depois para a esquerda, algumas vezes. Descanse e respire. Agora, língua para fora e para baixo, sobre o lábio inferior, e para cima, tentando tocar o nariz. Para baixo e para cima, várias vezes. Respire sempre.
- "Kung fu da língua": amarre um barbante no cabinho de uma maçã e segure a outra ponta, de modo que a fruta fique suspensa. "Boxeie" a maçã usando apenas a língua, empurrando-a para frente de forma constante.
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